De silêncio, paciência e tempo
Ao encerrar o semestre legislativo no Senado e no Congresso Nacional e envolto permanentemente em denúncias desde nepotismo até sonegação de informação de bens milionários à Justiça Eleitoral, o Senador Sarney mais uma vez demonstrou o amante das letras que é. Ao se defender das denúncias, demonstrando a vítima que vem sendo de tão sórdida campanha difamatória contra sua irreprovável conduta e reputação ilibada, Sarney lembrou ao plenário quase vazio as inefáveis palavras de Sêneca, mais ou menos o seguinte: "Contra as grandes injustiças não há outro remédio senão o silêncio, a paciência e o tempo". Não houve tempo, nem inscritos, para contestar as palavras do longevo político maranhense, mas as paredes daquele auditório quase deserto devem ter repercutido o silêncio ensurdecedor dos governistas ante a descompostura de seu precioso aliado. As Três virtudes hasteadas pelo senador são recursos que a oponião pública já não dispõe para suportar os desmandos tão bem simbolizados p...