Os palhaços somos nós

Tiririca é palhaço por profissão.
Nós,  por opção ou por karma.
Ser um palhaço analfabeto, sem noção, é engraçado, e quando se é engraçado é mais fácil de ser aceito.
Um palhaço só pode ser censurado se, ao invés de cômico, for insosso, sem graça, monótono. É inadmissível um palhaço que não faça rir, que não subverta a carranca, a seriedade das coisas, que não nos faça lembrar que rir de nós mesmos é preciso.
Mas até os palhaços devem se submeter à lei. A mesma lei que abre até mesmo a eles a oportunidade democrática de postular uma vaga na Câmara Federal, igualmente nega elegibilidade ao analfabeto.
Ser engraçado pode render votos, como no caso de Tiririca. Ser analfabeto, porém, lhe impossibilita de ser votado.
Votado ele já foi, e possibilitou, por causa da famigerada legenda que outros, sem votos suficientes, fossem eleitos, e foi para isso que se apresentou como candidato.
Mas esse fato não o livra da realidade e, mesmo que se prove alfabetizado, não pode negar sua falsidade ideológica, quando se sabe que apresentou declaração falsa perante a Justiça Eleitoral, o que também pode-lhe render a cassação.
A lei submete a todos.
Ser palhaço pode; fazer os outros de palhaço não pode.


Comentários

Meus parabens pelo blog, está muito bom, a respeito do tiririca foi mesmo uma palhaçada o que fez com os eleitores, mais eleitores palhaços votam em candidatos palhaços e no final ainda reclamam que a coisa tá preta.
Unknown disse…
Concordo com você.Realmente a leitura que podemos fazer da atitude deste brasileiro "espertalhaço", que além de buscar beneficiar-se a si e parentela, ainda assegura o retorno de figuras recentes da política envolvidos diretos em roubalheiras.
Bjus
Da mana,
Adelaine