SOS Rio Dueré
Foi o tempo em que o Rio Dueré transbordava e submergia o aterro próximo à ponte.
O uso indiscriminado de suas águas em irrigação, a destruição das matas ciliares ao longo de seus mais de 200 km de extensão e o consequente assoreamento, vem minguando seu leito e seu volume de água e prolongando o período de estiagem.
Precisamos reagir, não só especificamente salvando o Rio Dueré, mas, necessariamente, também os seus afluentes.
Para isso, é necessário uma ação conjunta entre todos os municípios banhados pelo rio, sociedade civil e Poder Público, através de convênios, consórcios, ou associações, com a participação também dos órgãos ambientais do Estado do Tocantins, uma vez que o o Rio Dueré é intermunicipal.
Os fazendeiros e produtores também podem contribuir, ajudando nas discussões e obedecendo a legislação de preservação da faixa de vegetação nas margens dos rios, evitando a proliferação indiscriminada de barragens, açudes e desmatamento ilegal nas proximidades de rios, córregos, lagos e nascentes.
O Poder Público deve fomentar a fiscalização, bem como a orientação ambiental aos proprietários dos terrenos ribeirinhos, bem como cumprir sua parte com relação a coleta seletiva de lixo, implantação de aterros sanitários dentro das normas legais, e ainda o incentivo e incrementação da reciclagem e das ações previstas na legislação de resíduos sólidos.
Não podemos adiar mais a discussão sobre a preservação de nossos recursos hídricos, pois, isso é de importância capital para o nosso futuro e de nossos filhos.
Comentários
Será que já não está mais do que na hora de se buscar ajuda externa, para que o nosso rio, que antes transbordava nos períodos chuvosos,não tenha um fim trágico como determinados rios do país, em razão da ação desmedida e insana do homem?