É pau, é pedra, é o fim do caminho...
A poesia de Tom Jobim lança luz sobre a tragédia que presenciamos agora no Rio de Janeiro.
Seja no Rio de Janeiro ou em qualquer outro lugar onde, neste momento, acontecem ou estão para acontecer os mesmos fatos trágicos, o elemento constante é sempre um e mesmo erro: a imprevidência.
Se o pau, a pedra, a lama estão no caminho, não era para estar. O caminho também não era para estar ali.
Na natureza cada qual tem seu espaço, que não pode ser invadido. Quando a tragédia acontece, é certeza que essa lei foi desobedecida.
Morros, encostas, pés de morros, margens de rios, de córregos, enfim, os espaços vitais dos elementos da natureza não podem ser ocupados.
Mas eles não foram ocupados ontem, vêm sendo há décadas. Como não há política de urbanismo, de habitação, de ocupação sustentável (esta palavra tão surrada ultimamente) do solo, as pessoas moram onde dá, seja no alto do morro, onde for. O ser humano tem o direito de morar.
O Estado tem o dever de fornecer condições de moradia à população, proibindo a ocupação de locais de risco, a desocupação dos que já estão habitados, a urbanização dos locais habitáveis e a expansão da oferta de moradia digna através de todos os macanismos legais que nós já temos (lei de parcelamento do solo urbano, o Estatuto das Cidades, leis ambientais, etc).
Também precisa destituir os governantes desidiosos que não cumprem o seu dever, que usam mal o dinheiro público, que não fazem os investimentos precisos, ainda que sejam totalmente previsíveis as tragédias como esta que estamos presenciando.
Engraçado que não estou vendo nenhum prefeito, nenhum vereador se manifestar. Vi uma Câmara de Vereadores debaixo d'água, uma Delegacia de Polícia. Quem não fez não pode falar do que deixou de fazer, não tem moral pra isso.
Os mais de 700 milhões de reais que vão ser investidos agora, depois da tragédia e da morte de centenas de pessoas, eram suficientes para construir mais de 50 mil casas populares em locais seguros, com infraestrutura básica e saneamento, preservando a vida das pessoas e o meio ambiente.
Ano que vem vai acontecer a mesma coisa. Quer apostar quanto que vai?
Seja no Rio de Janeiro ou em qualquer outro lugar onde, neste momento, acontecem ou estão para acontecer os mesmos fatos trágicos, o elemento constante é sempre um e mesmo erro: a imprevidência.
Se o pau, a pedra, a lama estão no caminho, não era para estar. O caminho também não era para estar ali.
Na natureza cada qual tem seu espaço, que não pode ser invadido. Quando a tragédia acontece, é certeza que essa lei foi desobedecida.
Morros, encostas, pés de morros, margens de rios, de córregos, enfim, os espaços vitais dos elementos da natureza não podem ser ocupados.
Mas eles não foram ocupados ontem, vêm sendo há décadas. Como não há política de urbanismo, de habitação, de ocupação sustentável (esta palavra tão surrada ultimamente) do solo, as pessoas moram onde dá, seja no alto do morro, onde for. O ser humano tem o direito de morar.
O Estado tem o dever de fornecer condições de moradia à população, proibindo a ocupação de locais de risco, a desocupação dos que já estão habitados, a urbanização dos locais habitáveis e a expansão da oferta de moradia digna através de todos os macanismos legais que nós já temos (lei de parcelamento do solo urbano, o Estatuto das Cidades, leis ambientais, etc).
Também precisa destituir os governantes desidiosos que não cumprem o seu dever, que usam mal o dinheiro público, que não fazem os investimentos precisos, ainda que sejam totalmente previsíveis as tragédias como esta que estamos presenciando.
Engraçado que não estou vendo nenhum prefeito, nenhum vereador se manifestar. Vi uma Câmara de Vereadores debaixo d'água, uma Delegacia de Polícia. Quem não fez não pode falar do que deixou de fazer, não tem moral pra isso.
Os mais de 700 milhões de reais que vão ser investidos agora, depois da tragédia e da morte de centenas de pessoas, eram suficientes para construir mais de 50 mil casas populares em locais seguros, com infraestrutura básica e saneamento, preservando a vida das pessoas e o meio ambiente.
Ano que vem vai acontecer a mesma coisa. Quer apostar quanto que vai?
Comentários
Muito interessante o texto.Continue nos brindando com textos que nos levem a refletir sobre temas relevantes.
Beijos,
Adelaine