O laço do passarinheiro e a peste perniciosa
Como no Brasil não há pena de morte e (nem tortura), pelo menos podemos rogar uma praga de leve. Por isso, fiz esses versos à la Gregório de Mattos: Essa vil canalha de rapineiros Que rouba do povo de forma horrorosa, Tem por costume e tradição enojosa A arte de furtar os pobres brasileiros. Deus nos livre desses embusteiros, de vocação em nada virtuosa, também do laço do passarinheiro e da maldita peste perniciosa. Os céus enviem, sobre os quadrilheiros, do Egito praga feia e pegajosa de rastejar em posta vomitosa quando falarem sem ser verdadeiros. De Balaão a maldição de benzedeiros e anátemas de imprecações ignominiosas, lhes impinjam o laço do passarinheiro e a maldita peste perniciosa. Dos oráculos de Bento Carneiro, torrentes de caganeira infecciosa lhes atinjam a intestinal mucosa, sob auspícios do vampiro brasileiro. O feitiço caia sobre o feiticeiro, e, sobre essa caterva ambiciosa Se emaranhe o laço do passarinheiro e a maldita pe...