O laço do passarinheiro e a peste perniciosa
Como no Brasil não há pena de morte e (nem tortura), pelo menos podemos rogar uma praga de leve. Por isso, fiz esses versos à la Gregório de Mattos:
Essa vil canalha de rapineiros
Que rouba do povo de forma horrorosa,
Tem por costume e tradição enojosa
A arte de furtar os pobres brasileiros.
Que rouba do povo de forma horrorosa,
Tem por costume e tradição enojosa
A arte de furtar os pobres brasileiros.
Deus nos livre desses embusteiros,
de vocação em nada virtuosa,
também do laço do passarinheiro
e da maldita peste perniciosa.
de vocação em nada virtuosa,
também do laço do passarinheiro
e da maldita peste perniciosa.
Os céus enviem, sobre os quadrilheiros,
do Egito praga feia e pegajosa
de rastejar em posta vomitosa
quando falarem sem ser verdadeiros.
De Balaão a maldição de benzedeiros
e anátemas de imprecações ignominiosas,
lhes impinjam o laço do passarinheiro
e a maldita peste perniciosa.
do Egito praga feia e pegajosa
de rastejar em posta vomitosa
quando falarem sem ser verdadeiros.
De Balaão a maldição de benzedeiros
e anátemas de imprecações ignominiosas,
lhes impinjam o laço do passarinheiro
e a maldita peste perniciosa.
Dos oráculos de Bento Carneiro,
torrentes de caganeira infecciosa
lhes atinjam a intestinal mucosa,
torrentes de caganeira infecciosa
lhes atinjam a intestinal mucosa,
sob auspícios do vampiro brasileiro.
O feitiço caia sobre o feiticeiro,
e, sobre essa caterva ambiciosa
Se emaranhe o laço do passarinheiro
e a maldita peste perniciosa.
O feitiço caia sobre o feiticeiro,
e, sobre essa caterva ambiciosa
Se emaranhe o laço do passarinheiro
e a maldita peste perniciosa.
O povo, enfim, liberto desses traiçoeiros,
possa mudar a Pátria gloriosa
e reservar à classe desonrosa
Os bons cuidados de honestos carcereiros.
O exemplo fique sempre sobranceiro
e afaste para sempre a pavorosa
visão do laço do passarinheiro
e da maldita peste perniciosa.
possa mudar a Pátria gloriosa
e reservar à classe desonrosa
Os bons cuidados de honestos carcereiros.
O exemplo fique sempre sobranceiro
e afaste para sempre a pavorosa
visão do laço do passarinheiro
e da maldita peste perniciosa.
Autor: Carlos H. G. LIMA
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