A perna curta da mentira
Quem acredita em mentira não acredita que a mentira é mentira.
O negócio é que manter a mentira dá muito trabalho, a começar que o mentiroso precisa, ele mesmo, passar a acreditar sinceramente na mentira que conscientemente criou.
Mas toda mensagem tem dois lados: o emissor e o receptor.
Não basta o emissor acreditar, ele tem que fazer o receptor acreditar.
Pra isso, ele não pode exagerar muito a mentira, tem que fazê-la ser irmã gêmea da verdade, deixando sempre uma rabicho pra dizer depois que o receptor não entendeu o que foi falado, que foi tirado do contexto.
Pra isso, precisa mentir-se com arte, industrialmente, de forma que pareça natural todo absurdo, o que o mentiroso passa a fazer mecanicamente, seu cérebro já imerso na realidade paralela do universo de todo o arcabouço de mentiras, meias verdades, sofismas, maledicências e disparates que colocou para fundamento de tudo aquilo que jamais teria aceitação se não contasse com sua coragem e desfaçatez de dizê-lo com tanta desenvoltura, convicção e cara de pau.
O negócio é que manter a mentira dá muito trabalho, a começar que o mentiroso precisa, ele mesmo, passar a acreditar sinceramente na mentira que conscientemente criou.
Mas toda mensagem tem dois lados: o emissor e o receptor.
Não basta o emissor acreditar, ele tem que fazer o receptor acreditar.
Pra isso, ele não pode exagerar muito a mentira, tem que fazê-la ser irmã gêmea da verdade, deixando sempre uma rabicho pra dizer depois que o receptor não entendeu o que foi falado, que foi tirado do contexto.
Pra isso, precisa mentir-se com arte, industrialmente, de forma que pareça natural todo absurdo, o que o mentiroso passa a fazer mecanicamente, seu cérebro já imerso na realidade paralela do universo de todo o arcabouço de mentiras, meias verdades, sofismas, maledicências e disparates que colocou para fundamento de tudo aquilo que jamais teria aceitação se não contasse com sua coragem e desfaçatez de dizê-lo com tanta desenvoltura, convicção e cara de pau.
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